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De Braga a Faro os bombeiros não param de combater as chamas. Alguns fogos já se encontram circunscritos mas muitos continuam a lavrar, como o incêndio de Silves que já queimou 300 hectares de vegetação.

O incêndio que, desde o princípio da tarde, assola o concelho de Silves já consumiu cerca de 300 hectares de mato e árvores e está longe de se encontrar circunscrito, disse à Lusa fonte dos Bombeiros de Silves.

O combate às chamas está a ser prejudicado pelas alterações de direcção do vento e pela dificuldade dos acessos, informou a mesma fonte.

As dificuldades no terreno levaram mesmo a um aumento do número de operacionais envolvidos, que são agora de 77, e à requisição a uma empresa privada de mais um helicóptero para o combate por via aérea. Neste momento ajudam nas operações um total de dois helicópteros.

A mesma fonte prognosticou que o incêndio só deverá ficar circunscrito durante a noite, devido à humidade e ao decréscimo da temperatura. Apesar do crescimento da área ardida, continua a
não haver casas em perigo nem conhecimento de quaisquer danos pessoais.

Mafra: 91 bombeiros combatem chamas em Vilãs

Em Vilãs (Mafra), um incêndio que deflagrou pelas 13:30 está a ser combatido por 91 bombeiros, apoiados por 29 veículos e um helicóptero, mantendo-se por circunscrever, disse à Lusa fonte do Centro Nacional de Coordenação de Socorros.

De norte a sul do país as chamas não têm dado descanso aos bombeiros, com vários fogos ainda activos em zonas com predominância de mato.

No distrito de Braga, 22 bombeiros apoiados por sete veículos e um helicóptero tentam dominar um incêndio em Cervães/Vila Verde.

Outro foco mantém-se activo em Castreiras/Sátão, no distrito do Viseu, onde estão 55 bombeiros, 13 veículos, dois aviões ligeiros e dois pesados.

Mais 52 bombeiros tentam circunscrever um incêndio em Oleiros (Castelo Branco) com o apoio de 12 veículos, 12 aviões e um helicóptero pesado.

Em Pombal, os bombeiros não dão tréguas às chamas que deflagraram em Vale da Pipa, estando no local 104 operacionais, apoiados por 29 veículo, dois helicópteros ligeiros e um pesado.

Mais a Sul, no distrito de Faro, 71 bombeiros com 20 veículos e dois helicópteros tentam dominar o fogo que deflagrou em Enxerim (Silves).

Águeda: Chamas controladas com ajuda aérea

Um incêndio florestal deflagrou, este sábado, na zona do Casarão, Águeda. A proximidade de habitações levou à intervenção de meios aéreos e as chamas foram dadas como controladas às 17:30.

Sem estar para já quantificada a área ardida, no total estiveram 60 homens e 15 viaturas no combate ao incêndio que durou aproximadamente hora e meia.

O segundo comandante dos Bombeiros de Águeda, Raúl Fradique, confirmou à Lusa o controle da situação às 17:30, hora em que começaram as operações de rescaldo.

Apesar daquele responsável ter adiantado que o sinistro teve «causas desconhecidas», não escondeu a «estranheza» pelo facto do incêndio ter lavrado com uma multiplicidade de pequenos focos distantes entre si por escassos metros.

Castro d'Aire: Chamas extintas depois de mais de 24 horas de luta

Os bombeiros deram por terminado o seu trabalho no incêndio que atingiu as freguesias de
Pepim e Reriz, em Castro d'Aire, depois de mais de 24 horas de combate às chamas, revelou fonte da corporação daquele concelho.

O incêndio terá tido início pelas 15:00 de sexta-feira e só foi dado como extinto por volta das 14:00 de hoje.

A situação ameaçou tornar-se crítica quando as chamas ameaçaram algumas habitações daquelas freguesias «que só foram salvas graças à pronta intervenção dos bombeiros e dos meios aéreos», acrescentou a mesma fonte.

Segundo fonte dos bombeiros, a polícia florestal suspeita que o incêndio terá sido provocado por uma queimada descontrolada.