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A reunião da Assembleia Geral da Federação Distrital de Bombeiros marcada para amanhã, sábado, promete ser “quente”. Representantes das 24 corporações do
distrito de Leiria vão resolver que formas de luta adoptar perante o Serviço
Nacional de Bombeiros (SNB). Para já, as corporações garantem não acatar os
pedidos do SNB que impliquem a saída do distrito. Em causa, para 22 das
associações, está o pagamento das despesas realizadas no âmbito do combate aos
fogos florestais de 1999. O SNB, responsável pela “requisição” das corporações e
pelo reembolso das despesas, ainda não satisfez a totalidade da dívida, havendo
mesmo uma corporação – de Mira de Aire – que nada recebeu. António José Vala,
presidente da Direcção da Federação, diz que as situações mais graves se passam
com os Voluntários de Leiria e de Pombal e sublinha a contestação aos critérios
do SNB, que implicam que, a par de uma corporação que nada recebeu, exista outra
– Maceira – a quem o SNB liquidou tudo. Incompreensível, para aquele
responsável, é que os critérios para a liquidação das despesas tenham sido
definidos apenas depois da época de fogos e quando o SNB já tinha toda a
documentação em seu poder. Em causa está um montante que António José Vala
admitiu andar próximo dos 20 mil contos. “Parece que não é nada, mas é muito”
para os bombeiros. José Carlos Lopes, comandante dos Voluntários de Leiria e
presidente da Assembleia Geral da Federação, explica que a situação da sua
corporação é difícil, pois foi uma das mais solicitadas o ano passado. Os
Voluntários de Leiria dispõem do único grupo especial de intervenção terrestre
existente em Portugal, razão por que são solicitados para quase todo o País. São
sete a dez viaturas e quase três dezenas de homens, chamados para Viseu ou
Coimbra, Guarda ou Castelo Branco. Este ano, porém, a situação não se vai
repetir, garante José Carlos Lopes. A corporação, explica, assumiu maiores
responsabilidades com a segurança do concelho de Leiria, designadamente no apoio
à Praia do Pedrógão, pelo que não haverá meios disponíveis. Ilídio de Sousa,
inspector regional adjunto do SNB, garantiu ao REGIÃO DE LEIRIA que “os
pagamentos estão regularizados de acordo com os critérios aprovados”, mas
remeteu quaisquer comentários para os responsáveis do SNB. De Lisboa, Alcina
Coutinho prometeu uma resposta tão breve quanto possível, mas aquela não chegou
até ao encerramento da nossa edição.
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