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O último domingo ficou marcado pela morte de um jovem praticante de parapente no lugar de Jagardo, freguesia da Redinha. Cláudio Cardoso tinha 22 anos, estudava Engenharia Mecânica em Coimbra e residia na localidade de Carregosa, Soure. O jovem, sócio- fundador da Associação de Parapente e Paramotor “Asas de Pombal”, preparava-se para testar o aparelho quando ocorreu o acidente.
De acordo com fonte da GNR de Pombal, o alerta foi recebido pelas 20h35. “A informação dizia que, por volta das 17h30, um indivíduo que praticava parapente tinha aterrado, estando o material destroçado no chão, e desaparecido”, explicou a mesma fonte. Confirmou-se a ocorrência e no local estiveram cerca de 30 bombeiros de Pombal e Soure, apoiados por um helicóptero de resgate do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, proveniente de Santa Comba Dão.
O corpo só foi localizado pelas 00h30, num precipício de difícil acesso, tendo sido transportado para o Hospital de Pombal.
De acordo com António Roque, presidente da Associação de Parapente e Paramotor “Asas de Pombal”, o jovem praticava este desporto há um ano. “Depois de uma série de especulações iniciais, concluiu-se que foi um acidente”, disse este responsável que acrescentou: “ele nem sequer chegou a descolar. Ele teria insuflado a asa, agarrando o cordão com as mãos para testar as condições meteorológicas”. Como a actividade térmica seria forte, Cláudio Cardoso teria então sido elevado e, agarrado a asa pelas mãos, e ter-se-á soltado depois no ar, possivelmente por não aguentar.
António Roque considerou que a Redinha é uma zona excelente para a prática desse desporto e deixou claro que este é o tipo de “desastre acidental”. “Poderia ter acontecido com qualquer um”, comentou.