|

Os habitantes da localidade da Cumieira não ganharam para o susto no passado sábado. “O fogo esteve muito perto mesmo”, desabafou Licínia Domingues, de 28
anos, residente naquela aldeia e que chegou a ter a casa cercada pelas chamas.
“Não havia água nem luz. Estávamos sem meios para fazer qualquer coisa e os
bombeiros fizeram o que puderam. Houve muitas casas em perigo”, afirmou. No
Barrocal, onde outro fogo deflagrou no mesmo dia, Maria Fernanda também não
esquece os momentos de aflição. “Pensei que Pombal inteira estava a arder. Nem
dava para ver muito longe por causa da cortina de fumo. Víamos os helicópteros a
passar e pensávamos que fosse algo grande, mas nunca imaginei que tivesse sido
tão mau”, explicou. No domingo, nove fogos começaram quase em simultâneo no
concelho. Em Outeiro do Louriçal, o incêndio ameaçou o parque de campismo, tendo
alguns turistas abandonado o local. Perto de duas centenas de bombeiros
apoiados por 80 viaturas de várias corporações combaterem os incêndios que
eclodiram ao longo do fim-de-semana. Armando Ferreira, comandante dos
Bombeiros Voluntários de Pombal, revelou que na sequência dos incêndios várias
viaturas avariaram e alguns bombeiros ficaram intoxicados, apesar de não terem
sido registados feridos. “Oito viaturas avariaram no fim-de-semana em Pombal,
Louriçal e Albergaria dos Doze. Foram avarias de todo o tipo: mecânicas por
esforço e pneus furados”, salientou. A situação foi tão complicada que, na
última segunda-feira, à hora do almoço, na corporação de Pombal apenas dois
carros de incêndios florestais estavam operacionais.
|