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Passado um ano do primeiro dia das chamas que consumiram uma parte significativa do concelho, Pombal voltou novamente a ser assolado pelos fogos. Apesar de serem menos em número e dimensão, em cinco dias foram registados mais de 30 incêndios. Os mais graves tiveram lugar nas localidades de Ribeira de Palha (domingo) e Travasso (terça-feira), e o combate contou com bombeiros de 18 corporações. Nos locais mais atingidos, continuam os trabalhos de prevenção.
De sexta a terça-feira houve 25 incêndios florestais, quatro agrícolas, um industrial, um numa habitação e ainda outro incêndio numa área inculta (sem utilização agrícola ou arborização).
Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos bombeiros, e que constantemente é referida, é a simultaneidade dos fogos. A esse problema junta-se o número de alarmes falsos ou por engano. “As pessoas observam a coluna de fumo e põem-se a adivinhar o local do fogo. É necessário avisar com certezas, para evitar a dispersão de meios”, afirma Paulo Albano, dos Bombeiros Voluntários de Pombal.
Um dos primeiros indícios que o fim-de-semana seria quente surgiu logo na sexta-feira, pelas 13h45, quando um incêndio deflagrou nas instalações de uma empresa de móveis, localizada junto ao IC2, em Fontinha, Pelariga. Apesar de terem estado no local bombeiros de Pombal, Condeixa, Soure e Ansião, o fogo destruiu por completo o interior do edifício. À mesma hora, outro foco de incêndio surgiu em Casal Fernão João, sendo combatido pelos voluntários de Pombal, além das equipas de prevenção florestal da GNR e um meio aéreo.