|
http://www.pompiers-de-pombal.com/ - Pompiers - Bombeiros de Pombal |
| As chamas lavram, há muitas horas, nos
concelhos de Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere Pombal e Seia. Em Alvaiázere o fogo
provocou um morto, em Figueiró dos Vinhos uma aldeia chegou mesmo a ficar
completamente isolada. Na zona de Pombal, o fogo obrigou ao corte da A1 e do
IC2. Até ao fecho desta edição, as chamas continuavam por controlar em Oliveira
do Hospital e Coja O fogo que lavrava ontem sem controlo nos concelhos de Figueiró dos Vinhos e Alvaiázere causou a morte de um sénior e a destruição da sua habitação na freguesia de Pelmá, disse fonte dos bombeiros. O fogo destruiu a casa onde residia o sexagenário, em Barreiros, Pelmá, no concelho de Alvaiázere, e o corpo da vítima foi encontrado carbonizado junto de um dos caminhos de acesso à habitação, referiu o vereador Abel Reis, da câmara local. «Encontrámos o corpo já carbonizado e ele deveria estar a fugir do fogo, mas não conseguiu», explicou o autarca. Desde terça-feira que as chamas lavram em Figueiró dos Vinhos sem dar tréguas aos bombeiros, e já provocaram a morte de vários animais e a destruição de casas e uma escola abandonada. Durante a tarde de ontem, o fogo estendeu-se ao concelho vizinho de Alvaiázere, “galgando” o rio Zêzere e atingindo os municípios da Sertã e Cernache do Bonjardim. Segundo o comandante operacional da zona norte do distrito de Leiria, Bebiano Rosinha, o vento forte que se fazia sentir na zona projectou o fogo além das margens do rio Zêzere, o que estava a «criar novas frentes de chamas». «A situação é muito complicada porque as pessoas estão estoiradas e as frentes prolongam-se por quilómetros», disse Bebiano Rosinha, salientando que o vento forte tem provocado diversos reacendimentos em zonas já controladas. Em Almofala, Figueiró dos Vinhos, um novo incêndio, a dez quilómetros do fogo original, destruiu uma casa. Também as localidades de Douro, Carapinhal e Serrada, estavam ameaçadas. À hora de fecho desta edição, o fogo continuava por circunscrever. No local encontravam-se quatro meios aéreos e três centenas de bombeiros de vários distritos, como foi o caso de quatro corporações do Porto, que partiram durante a tarde para ajudar a combater os incêndios. Ontem, o presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Fernando Manata, mostrava-se muito preocupado com o cansaço dos bombeiros, que dificulta a mobilização para combater as chamas. As chamas que na terça-feira consumiram uma grande área de pinhal, em Figueiró dos Vinhos, chegaram sem aviso ontem à noite à aldeia de Vale do Rio, que ficou completamente isolada, sem água, luz e electricidade. Assustadas, as 35 pessoas da aldeia refugiaram-se na capela local, mas duas pessoas acabaram por ser evacuadas para o Convento do Carmo, em Figueiró dos Vinhos, onde receberam assistência médica por problemas respiratórios devido à intensidade de fumo provocado pelas chamas. «Ainda agarrei numa mangueira para salvar uma casa», explicou José Simões, de 76 anos, recordando o ano de 1961, em que «ardeu tudo porque as casas eram de madeira». Aldeias de Charneca e Meires em risco O incêndio que lavrava ontem à tarde em Pombal ameaçava as aldeias de Charneca e Meires, freguesia da Redinha, revelou o comandante dos bombeiros, lamentando a falta de meios para combater as chamas. «Não é possível fazer mais. Estamos agora a deslocar homens para defender as casas», afirmou Armando Ferreira, salientando que alguns pavilhões de fábricas, que chegaram a estar ameaçados, já estão livres de perigo. «As coisas melhoraram junto às fábricas, mas pioraram do outro lado», disse o comandante, que tem no local cerca de uma centena de bombeiros a combater as chamas. O fogo de Pombal chegou mesmo a alastrar ao concelho de Soure, à zona de Casal dos Pedros, consumindo uma área de mato e pinhal, revelou fonte dos bombeiros de Soure. Às 20h00 de ontem, o fogo neste concelho não estava circunscrito, revelou a mesma fonte. As chamas em Pombal, mais concretamente na freguesia da Redinha, foram circunscritas às 21h15, de acordo com o Serviço Nacional de Bombeiros, altura em que o IC1 reabriu ao trânsito. |