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Um incêndio florestal lavrava ontem à tarde com intensidade na localidade de Redinha, no concelho de Pombal, consumindo uma área de mato, pinhal e eucaliptal. Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, as chamas deflagraram cerca das 15h00 e atingiram “grande intensidade” pouco depois. Por este motivo foi cortada ao trânsito a Estrada Nacional 1 (EN1) que até ao princípio da noite continuava encerrada, mas agora para facilitar a circulação dos veículos dos bombeiros.
Segundo informações dos Bombeiros Voluntários de Pombal, o incêndio foi dado como circunscrito cerca das 17h45 e às 18h30 procediam-se a trabalhos de rescaldo. A situação mais preocupante era combater o incêndio num barracão de pneus, numa área de cerca de 200m2, disse o comandante da corporação de Pombal. O fogo florestal chegou ao barracão, que pouco depois «se demoliu», e às 18h30 de ontem o trabalho dos soldados da paz consistia em «abrir um buraco com uma máquina para tentar tapar os pneus com terra», informou o comandante José Costa. Segundo este responsável não era o fogo nos pneus que mais preocupava os bombeiros, mas antes «o fumo negro e tóxico» que deles provinha.
O fogo no concelho de Pombal começou nas «laterais do IC2», informou o comandante, considerando a situação estranha já que, desde anteontem, é já a terceira vez que os bombeiros se deslocam para aquela área para combater incêndios. «Parece-me que há vontade em queimar aquela área», disse José Costa, adiantando também que ao mesmo tempo surgem sempre «supostos reacendimentos em Vermoil», onde recentemente ocorreu um grande incêndio.
No local estiveram durante todo o dia várias corporações de bombeiros, auxiliadas por cerca de 25 viaturas e quatro meios aéreos.
No concelho de Alvaiázere deflagrou também um incêndio, em Puços, enquanto um segundo fogo que eclodiu na povoação de Aventeira estava ontem à tarde circunscrito, informou fonte do CDOS de Leiria.

Calma regressou
a Figueiró dos Vinhos

Entretanto, Fernando Manata, presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, disse ao nosso Jornal que o incêndio que lavrava naquele concelho estava «perfeitamente controlado». «O fogo está mesmo terminado, mas podem haver reacendimentos», esclareceu.
Para a acalmia da situação contribuiu a ajuda das condições meteorológicas, nomeadamente o tempo mais fresco que ontem se fez sentir naquele concelho. O autarca acrescentou que o vento não era tão forte como na quinta-feira e que se mantinha a expectativa de que tudo ia correr bem.
As chamas lavraram junto às povoações de Cercal Abrunheira, Lomba da Casa, Salgueiro da Ribeira, Salgueiro da Lomba, Ponte de S. Simão e Azeitão. «Todas estas povoações estiveram em risco», disse o edil, acrescentando que não arderam habitações, nem houve moradores atingidos. «Todas elas passaram horas preocupantes», salientou Fernando Manta. O presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos referiu, por outro lado, que arderam alguns barracões e casas abandonadas.
Conforme noticiámos ontem, o incêndio eclodiu em Penela e alastrou quinta-feira à tarde ao concelho de Figueiró dos Vinhos, onde, depois de estarem sob controlo, registou-se um violento reacendimento. Como medida de precaução o IC-8 foi mesmo cortado ao trânsito, bem como algumas estradas secundárias. O Plano Municipal de Emergência foi accionado em Figueiró dos Vinhos, onde um bombeiro sofreu queimaduras na quinta-feira à tarde, tendo sido transportado de helicóptero aos Hospitais da Universidade de Coimbra, de onde já teve alta.
O CDOS confirmou ontem à tarde que o fogo de Figueiró dos Vinhos se encontrava em rescaldo e vigilância, embora pudesse ocorrer algum reacendimento. No entanto, permaneciam no local 364 bombeiros enquanto os meios aéreos foram deslocados para Redinha (Pombal) e Puços (Alvaiázere), onde ontem à tarde eclodiram dois incêndios.