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O Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) terminou esta semana a segunda ronda pelo país, executando simulacros de salvamentos e acções de sensibilização aos banhistas.
Desde o início da época balneal, a 1 de Junho, o ISN percorreu por duas vezes as praias com Bandeira Azul, demonstrando os riscos que os banhistas correm em mar agitado, bem como os processos de salvamento existentes.
No passado domingo os exercícios, em colaboração com a Polícia Marítima e com os Bombeiros Voluntários de Pombal (BVP), decorreu na praia do Osso da Baleia, concelho de Pombal.
Em condições de “mar mexido, mas não perigoso”, como esclareceu o coordenador da campanha, foram exemplificados diversos salvamentos, com boia–torpedo, cinto de salvamento e prancha de salvamento acoplada a uma potente moto–de–água.
A provar que mesmo em simulacros o imprevisto pode acontecer, o próprio condutor do veículo foi projectado para a areia à chegada à praia, mas sem que o “náufrago inconsciente” e respectivo nadador–salvador sofressem quaisquer consequências.

Mais respeito pelas normas

Aliás, todo o restante procedimento correu como estava previsto, com o pessoal especializado a demonstrar aos banhistas presente na praia os procedimentos de tentativas de reanimação e imobilização do corpo para ser transportado para o hospital.
Este exercício não passou de um simulacro, mas grande parte dos 1270 nadadores–salvadores no activo já executaram este ano um número de acções reais próximo do milhar, embora ainda não haja dados oficiais. A verdade é que a média de salvamentos nos últimos quatro anos ronda um número próximo dos 1.500.
O tenente Mário Pinto, que coordenou os simulacros do Osso da Baleia no fim–de–semana passado, considera que, “seja pelas acções de sensibilização do ISN, seja pelo maior civismo das pessoas e pelas próprias mensagens veiculadas pela comunicação social, a situação tem vindo a melhorar”, quanto ao respeito das normas de segurança.
O chefe interino da Sessão do Louriçal dos BVP, Jorge Alexandre, que tem em permanência uma equipa destacada para a praia do Osso da Baleia, confirma que não houve até agora situações graves a registar: “Apenas a ajuda aos nadadores–salvadores de uma pessoa momentaneamente inconsciente, para além de pequenos ferimentos provocados por picada de peixe–aranha ou cortes nos pregos dos passadiços”.
Só foi registado na presente época balneal um caso de evacuação de um banhista que começou a fazer alergia à picada do peixe aranha.