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O fogo voltou a aproximar-se das habitações e a pôr em alvoroço populações e bombeiros. Ontem, a meio da manhã, em Santiago de Litém, as chamas rodopiaram por entre as casas, subiram e desceram encostas, destruíram mato e floresta, reduziram a cinzas milhares de euros de madeira de uma serração e obrigaram à evacuação de uma escola primária, na localidade de S. Francisco, por precaução. A meio da tarde, mais de cem bombeiros conseguiam controlar o incêndio, apesar dos reacendimentos.
Há duas noites que Ondina Meireles não prega olho. "Tenho andado a vigiar o fogo, que começou no sábado. A minha casa fica é a última da localidade e tenho de estar atenta. Nunca se sabe quando o vento muda e o fogo caminha para este lado". A moradora de Pinhete lamenta que "o mato não seja limpo pelos vizinhos. Numa altura destas, silveiras e árvores em cima das casas são um barril de pólvora".
Para já, a povoação está fora de perigo mas, não muito longe, em Pisão, as chamas ameaçam várias habitações. Uma moradora chega a casa e depara-se com as chamas a invadir o seu jardim. "Acudam!", grita, com as mãos na cabeça. Uma mangueira surge nas mãos de um bombeiro, embora o vento e o fumo intenso dificultem os trabalhos. A vizinha Madalena apercebe-se de um reacendimento nas traseiras da sua casa e corre à procura de uma mangueira que tem em casa. Isabel, outra moradora, oferece-se para ajudar. "Não é preciso", diz, a tentar acalmar a vizinha, "os bombeiros vêm aí".
Por precaução, alguns moradores foram evacuados.
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