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A situação mais grave, em termos de fogos, registava-se ontem na Mata Nacional
do Urso, no concelho do Pombal, distrito de Leiria. Ao início da noite, havia
três incêndios fora de controlo no território continental. O dia começou sem
sobressalto. Pelas 7h35, estavam empenhados em acções de rescaldo e vigilância
152 bombeiros, apoiados por 41 veículos. A hora do almoço mudou tudo. Por volta
das 13h30, o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) dava nota
de dois incêndios por circunscrever: um em Cardeal, Sabugal, no distrito da
Guarda, e outro em Outeiro, Bragança.
A situação mais grave, em termos de fogos, registava-se ontem na Mata Nacional
do Urso, no concelho do Pombal, distrito de Leiria. Ao início da noite, havia
três incêndios fora de controlo no território continental.
O dia começou
sem sobressalto. Pelas 7h35, estavam empenhados em acções de rescaldo e
vigilância 152 bombeiros, apoiados por 41 veículos. A hora do almoço mudou tudo.
Por volta das 13h30, o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC)
dava nota de dois incêndios por circunscrever: um em Cardeal, Sabugal, no
distrito da Guarda, e outro em Outeiro, Bragança.
A situação piorou com
o calor. Às 15h30, o número de incêndios não controlados já ascendia a seis.
Bragança não tinha dominado a primeira situação e já enfrentava uma outra, em
Linhares, Moncorvo (37 bombeiros, oito viaturas, quatro meios aéreos). A Guarda
também continuava a combater no Sabugal e deflagraram outros fogos em Prados,
Celorico da Beira (33 bombeiros, oito viaturas) e em Fornos de Algodres (43
bombeiros e dez viaturas).
A situação mais preocupante vivia-se no
distrito de Leiria. O fogo que começou em Osso da Baleia, Pombal, mobilizava 137
homens, 36 viaturas e quatro meios aéreos. Algumas frentes foram sendo
controladas, mas o incêndio propagava-se para outros pontos da Mata Nacional do
Urso, consumindo pinheiros e vegetação rasteira.
Às 18h30, a Mata do
Urso já empenhava 203 homens, 55 viaturas e 10 meios aéreos. "Tivemos cinco
focos de incêndio, uns atrás dos outros, e assim é impossível controlar o que
quer que seja", disse o coordenador distrital da Protecção Civil, José Manuel
Moura, à Lusa. "Isto são actos deliberados", acusou. No local, o presidente da
Câmara do Pombal, Narciso Mota, censurou o Estado por falta de coordenação de
meios e por "não dar o exemplo". À sua frente, estavam a arder milhares hectares
de "mata do Estado mal limpa". "Quando se fala em limpeza coerciva para os
coitados dos privados, que moral tem o Estado que não limpa o que é seu?",
questionou o eleito pelo PSD.
Aquela mata assenta sobre um dos maiores
aquíferos subterrâneos do país. As cinzas podem contaminar a reserva, explicou
ainda o autarca. Também por circunscrever àquela hora continuavam os teimosos
incêndios de Linhares e de Torneiro. Ao princípio da noite, o cenário nacional
era idêntico. |