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Enquanto as chamas ladeavam o castelo, houve gente em pânico em diversas
localidades, onde fogo rondou habitações
Pombal sofreu, no passado fim-de-semana, a maior vaga de incêndios registada
este ano e que assustou grande parte da população do concelho e da cidade, uma
vez que as colunas de fumo podiam ser vistas à distância. Quase duas centenas de
bombeiros e 80 viaturas estiveram a combater as chamas em várias freguesias. A
localidade da Cumieira foi uma das mais atingidas, causando o pânico em
populares que chegaram a ter as casas em risco, já que algumas foram mesmo
cercadas pelo fogo. De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de
Pombal, Armando Ferreira, o incêndio na Cumineira teve início no sábado, entre
as 10 e 10h30, e, até segunda-feira “já tinham ardido 120 hectares de mato e
pinhal”. No local estiveram 19 corporações com 150 bombeiros e 50 viaturas,
apoiados por três helicópteros. “Ao mesmo tempo houve um incêndio nas Leais, num
local onde já tinham ocorrido outros três”, adiantou Armando Ferreira. No
Domingo, a freguesia de Albergaria dos Doze registou um incêndio logo pela
manhã, seguido de outros fogos em Fonte da Pedra e Charneca, sendo estes dois
últimos apagados pela própria população. Nesse meio tempo, reacendimentos na
Cumieira e em Vicentes levavam os bombeiros à exaustão, já que foram ainda
detectados incêndios na serra de Sicó. “Era um foco por cima do Barrocal, outro
por cima do Aquaparque e ainda um terceiro junto ao IC-8, que chegou a passar de
um lado para o outro, mas não ofereceu riscos”, sublinha Armando Ferreira. A
tarde também foi marcada por um incêndio na freguesia do Carriço, junto ao
parque de campismo, e ainda em “Ponte de Assamaça, Sourão e Capela. Neste local,
onde também houve casas em risco, as operações foram conduzidas pelo comandante
de Ansião. Foi muito complicado no início”, refere Armando ferreira,
acrescentando que ao final da tarde de domingo registou-se o último incêndio do
fim-de-semana, pelas 18h10, em Fontainhas, Abiul.
Oito viaturas avariadas
Para Armando Ferreira, o incêndio na Cumieira foi, até agora, o pior do ano,
mas o que tornou os trabalhos mais difíceis, para além do mato, dos maus acessos
e das linhas de alta tensão, “foram os incêndios terem ocorrido praticamente em
simultâneo”. Além disso, “no sábado era de tudo a acontecer ao mesmo tempo.
Neste fim-de-semana, foram cerca de 170 bombeiros e entre 70 e 80 viaturas”.
Além disso, os bombeiros contaram com o auxílio de carros-tanque da Câmara
Municipal de Pombal e, ainda na passada segunda-feira estava “uma máquina
giratória, alugada pela autarquia, a fazer rescaldo e a melhorar os acessos na
Cumieira”. O comandante, que no domingo estava num casamento, chegou a ir
para o quartel de fato e gravata para comandar as operações. “Com mais de um
incêndio alguém te m que estar na estratégia. Eu tinha que estar num sítio
onde tivesse toda a informação, e nisso fui auxiliado por uma viatura de comando
e comunicações do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria”.
Armando Ferreira revelou ainda, a’ O ECO, que no fim-de-semana várias
viaturas avariaram e alguns bombeiros ficaram intoxicados, apesar de não serem
registados feridos. “Oito viaturas avariaram no fim-de-semana em Pombal,
Louriçal e Albergaria dos Doze. Foram avarias de todo o tipo, mecânicas por
esforço e pneus furados”, salientou. A situação foi tão complicada que, na
segunda-feira, à hora do almoço, na corporação de Pombal apenas dois carros de
incêndios florestais estavam operacionais, mas “logo teremos outros
prontos”.
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