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No segundo dia de "alerta amarelo", o fogo voltou a queimar a floresta do país. No Centro, dois incêndios que deflagram junto à linha ferroviária em Pombal e Soure obrigaram ao corte da circulação. Para o líder do PSD, que visitou a serra de Ossa, o flagelo só se resolve com medidas de coacção mais eficazes e com a aposta na política ambiental.

Segundo fonte da CP, os incêndios em Meires (Pombal) e Casal Justo (Soure) obrigaram ao corte de energia na linha. Às 19.30 horas encontravam-se parados em Alfarelos dois alfas pendulares e um intercidades em Pombal. A empresa estava a disponibilizar "transbordo rodoviário" entre Alfarelos e Pombal.

O incêndio, que terá tido início por volta das 18.23 horas em Meires e que se prolongou até Casal Justo, terá tido origem nas fagulhas de comboio de mercadorias que seguia no sentido sul-norte, revelou ao JN fonte dos bombeiros. Dados que, contudo, não foram confirmados pela CP. Por volta das 20 horas e já com as chamas circunscritas, encontravam-se em Pombal 72 bombeiros com 17 viaturas, auxiliados por três meios aéreos. Os bombeiros acreditavam apagar o incêndio com o cair da noite. Mais complicado mantinha-se o fogo de Casal Justo, que no terreno movimentava quase três dezenas de bombeiros com dez viaturas.

Àquela hora, ardia também um incêndio numa mata em Loures (Lisboa), envolvendo 78 homens, 21 veículos e um helicóptero. Ontem, também se registou um fogo em Arcozelo das Maias (Oliveira de Frades), que foi controlado logo de manhã.

Numa visita à zona ardida na serra e Ossa (Redondo), Marques Mendes defendeu uma aplicação mais " exigente e rigorosa" de medidas de coacção como a preventiva. E sugeriu a aposta na política ambiental em matéria de incêndios florestais.



Alexandra Serôdio, com Lusa