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Bombeiros de Benavente estão sem carro de combate a fogos florestais
Reparação custa mais de 20 mil euros e associação não tem condições para avançar sem decisão da seguradora do condutor do ligeiro que recusa assumir a culpa.
“Se os bombeiros não se desviassem, tinham sido esmagados”. A afirmação é do comandante dos Bombeiros Voluntários de Benavente, José Guilherme depois de analisar o acidente que destruiu o único pronto-socorro florestal da corporação na tarde de 30 de Março, na EM 515, que liga Benavente à Barrosa.
Segundo os bombeiros ouvidos por O MIRANTE, “a viatura estava parada na Recta do Trajoito, ocupando parcialmente uma das faixas de rodagem, com as luzes acesas e os rotativos ligados” quando um condutor de um ligeiro embateu violentamente na traseira do pronto-socorro.
O condutor, um homem de 38 anos, ficou ferido com gravidade e foi transportado para o Hospital de Vila Franca de Xira de onde foi transferido para São José para ser observado na Neurologia.
A vítima era o único ocupante da viatura. Se viajasse alguém a seu lado, dificilmente teria sobrevivido devido à violência do embate e à destruição verificada na Nissan Vanete.
“Se viesse uma pessoa neste lugar tinha morrido”, admite o comandante apontando para a fotografia que mostra as consequências do acidente.
Os bombeiros que estavam a apagar o fogo garantem que havia boa visibilidade, apesar de existir uma cortina de fumo no ar, antes do local do acidente e admitem que o condutor se tenha distraído a olhar para o fogo. “A colisão é numa recta e não há travagem. O impacto foi tão violento que o nosso carro, carregado com 3,5 mil litros de água deslizou dois metros e ficou inoperacional”, explica o comandante José Guilherme.
Segundo o responsável, pelos bombeiros, o condutor do veículo ligeiro não assumiu a culpa, alegando que o carro dos bombeiros não estava devidamente sinalizado. Os voluntários tinham acabado de chegar ao local e o condutor do pronto-socorro ainda estava na cabina a passar os dados para a central. “Passaram por nós vários carros e não houve nenhum problema”, adianta um dos bombeiros que estava a desenrolar as mangueiras e afastou-se quando viu o carro desgovernado.
Sem a participação dos segurados, o processo está parado. “Não temos nenhum carro para fogos florestais. A reparação custa mais de 20 mil euros e a associação não tem condições para o mandar reparar e ficar á espera do dinheiro do seguro”, referiu o comandante.
Enquanto o carro não for reparado, os bombeiros solicitam a ajuda das corporações vizinhas de Samora Correia e Salvaterra de Magos porque o único pronto-socorro que têm para fogos rurais tem 15 anos e “uma capacidade muito limitada” para transporte de água.
O MIRANTE tentou obter esclarecimentos junto da família do condutor envolvido no acidente, mas não foi possível até ao momento.
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