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Os bombeiros de Pombal querem ser “tratados com dignidade” pela direcção da Associação Humanitária e esperam que o próximo elenco directivo, que deverá ser eleito no dia 27, esteja aberto ao diálogo para resolver os problemas que se verificam na corporação.

Na terça-feira à noite, os bombeiros profissionais que prestam serviço naquela instituição estiveram reunidos com o Sindicato e com a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais. No final manifestaram a sua preocupação com a instituição e com a população do concelho.

No entanto, garantem que “sempre lutarão na sua defesa cumprindo o seu desígnio, enquanto bombeiros profissionais, e ao serviço da população sob a divisa Vida por Viva”, refere Sérgio Carvalho, presidente do sindicato.

O dirigente sindical, apoiado por Fernando Curto, presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais, reafirma que nada têm a ver com a demissão dos quatro elementos do comando, ocorrida há um mês.

O sindicato e a associação nacional “apenas trataram e tratam matérias de âmbito laboral relacionadas com o excesso de horas que os bombeiros profissionais de Pombal fazem, a falta de pessoal, o não cumprimento da lei, entre outras ilegalidades por parte da direcção” presidida por Rodrigues Marques.

Sérgio Carvalho informa, ainda, que no dia 8 de Janeiro e “atendendo à gravidade da situação que vivem os bombeiros” de Pombal, foi solicitada uma reunião ao presidente da câmara municipal, contudo “até hoje não obtivemos qualquer resposta”. “Recordamos que o primeiro e principal responsável perante a lei, pela protecção civil e defesa da população de Pombal é o senhor presidente da câmara municipal”, adianta.

As duas entidades representativas dos bombeiros nacionais acusam a Associação Humanitária de nunca ter cumprido o Acordo Colectivo de Trabalho negociado e celebrado em Março de 2011.

“Os bombeiros sempre se preocuparam com a sua Associação Humanitária aceitando propostas como baixar de 25 por cento do valor do subsídio de turno para 15 por cento, bem como chegaram a propor que prescindiriam do pagamento de qualquer retroactivo das remunerações que lhes eram devidas”, explica Sérgio Carvalho.

Porém, acrescenta: “nunca foi pago aos bombeiros a totalidade de qualquer valor, a que têm direito por lei e previsto no Acordo de Trabalho durante os últimos quatro anos”. Daí que esteja a ser preparado um processo judicial para que a corporação pague os respectivos valores.

Para o sindicalista, aquela Associação Humanitária “é uma instituição que tem como princípio e objectivo prestar solidariedade, porém a direcção esqueceu-se de nós, da nossa família, dos nossos filhos, e não tem qualquer solidariedade para com os seus bombeiros profissionais que lutam conjuntamente com os bombeiros voluntários, todos os dias para valorizar a sua associação”.

 

Orlando Cardoso