Passavam poucos minutos das 12:30 horas de ontem quando uma explosão destruiu as instalações da Redelusa, uma fábrica de redes de pesca para exportação, localizada na Zona Industrial da Formiga, em Pombal. O desabamento do telhado e de uma parede provocou 13 feridos, três deles em estado considerado grave. Os sinistrados, alguns deles com ferimentos graves nos membros, foram evacuados para os hospitais de Pombal, Leiria e Covões, em Coimbra. À hora do fecho desta edição, duas das mulheres que deram entrada em Pombal e uma em Leiria já tinham tido alta médica. Os restantes continuavam em observação. Segundo Maria de Lurdes Correia, proprietária da empresa, que se encontrava no escritório no momento da explosão, esta terá tido origem “no mau funcionamento das tubagens de um depósito de condensados”, que continha vapor de água. Ao ceder à pressão interna, este explodiu tendo sido projectado a cerca de dez metros de distância, indo-se alojar no interior de um armazém localizado do outro lado da rua. Ainda de acordo com a proprietária, o equipamento em questão era “sujeito a inspecções periódicas” e, por isso, nada fazia prever este incidente. Os prejuízos materiais são avultados. Ao local foram chamados os Bombeiros Voluntários de Pombal apoiados por três ambulâncias, uma viatura de desencarceramento e outra de socorro urbano. De acordo com o segundo comandante da corporação, José Costa, “por precaução”, os escombros vão ser removidos na presença de cães da GNR, que terão como função detectar eventuais cadáveres soterrados. Na empresa, instalada no local há cerca de 15 anos, trabalhavam 70 pessoas, muitas das quais escaparam ao acidente, por estarem em horário de almoço.
acinto Silva Duroe Ricardo Rodrigues

