7- 2005 - 21:
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Explosão em fábrica de Pombal
Rebentamento de caldeira provocou 14 feridos
Catorze feridos, três em estado grave é o resultado de uma explosão ocorrida, ontem, ao final da manhã, numa fábrica de redes de pesca, na Zona Industrial da Formiga, em Pombal, que ficou parcialmente destruída. O rebentamento de uma caldeira de vapores da empresa Redelusa esteve na origem da explosão, que ocorreu por volta das 12:30, e que causou o pânico na Zona Industrial da Formiga. Ao que O Correio de Pombal conseguiu apurar, a caldeira terá rebentado e foi projectada para o outro lado da estrada, acabando por danificar uma outra empresa contígua, de produtos para lar e construção - a Talomel, S.A. O sinistro ocorreu enquanto os trabalhadores da fábrica, do turno da manhã, se encontravam a almoçar e não teve maiores proporções porque muitos dos trabalhadores já tinham saído para almoço, ao que informou o 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pombal (BVP), José Costa. A explosão provocou a derrocada de um dos pisos da fábrica, onde os trabalhadores se encontravam a almoçar, o que levou a equacionar a possibilidade de haver vítimas soterradas. Quando chegámos ao local, a nossa maior preocupação foi verificar se, debaixo dos escombros, haveria alguma vítima, mas o responsável da empresa informou-nos que já tinha feito a contagem dos seus operários, e não faltava ninguém disse ao OCP o 2º comandante dos BVP, que, a jogar pelo seguro, mandou proceder à remoção dos destroços e à busca de possíveis vítimas, estranhas ao serviço, com a ajuda de cães de busca e salvamento. Presentes no local, o Governador Civil quis apenas enaltecer a “grande operacionalidade dos bombeiros, e Narciso Mota, Presidente do Município de Pombal e enquanto técnico de Engenharia Mecânica, especulou a hipótese de um aumento da temperatura da caldeira, que não terá aguentado a pressão. Em declarações ao nosso semanário, Adriano Sousa, colaborador da empresa atingida pela caldeira, contou que no momento da ocorrência se encontrava num dos escritórios de trabalho, quando ouviu o estrondo, julgando que se tratava de um tremor de terra. Só depois de fugir para a rua e do pó começar a desaparecer é que verifiquei que a caldeira estava dentro da nossa fábrica. Apesar do azar, o empresário reconheceu a sua sorte, uma vez que, habitualmente, costuma trabalhar na sala para onde foi projectado o monstruoso objecto. No local, estiveram envolvidas 9 ambulâncias, 1 viatura de desencarceramento e 1 viatura de incêndios urbanos, juntamente com cerca de 45 bombeiros e várias viaturas do INEM, de entre as quais um helicóptero. Os três feridos graves foram transportados para os Hospitais de Pombal e Leiria, com traumatismos crânio-encefálicos, mas, segundo adiantou Alice Luzio, médica do INEM, nenhum corre perigo de vida. Grande parte dos cerca de 80 trabalhadores da fábrica tiveram ainda que receber apoio psicológico. Até ao fecho da nossa edição, confirmavam-se estas informações, estando a Polícia Judiciária a investigar as razões que poderão ter estado na origem desta explosão, que provocou danos avultados em ambas as empresas atingidas. Patrícia Ribeiro
