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Quatro incêndios florestais estão hoje à tarde a ser combatidos nos distritos do Porto, Castelo Branco, Leiria e Santarém, por 144 bombeiros e 37 viaturas, segundo o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
O fogo que arde há mais tempo - quatro horas - é o do Lugar da Telha, no concelho de Santo Tirso, distrito do Porto. No combate às chamas, estão envolvidos 19 bombeiros e cinco viaturas.
Em Maljoga de Proença, no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, 74 bombeiros e 18 viaturas combatem as chamas há hora e meia.
Em Carriço, concelho de Pombal, distrito de Leiria, 25 bombeiros e sete viaturas tentam extinguir as chamas há mais de uma hora.
Em Alpiarça, distrito de Santarém, um outro incêndio está por circunscrever há mais de uma hora, apesar dos esforços de 26 bombeiros e sete viaturas.
A subida das temperaturas, nos últimos dias, fez regressar o flagelo português de Verão, os incêndios florestais.
No sábado, registaram-se 164 incêndios (mais vinte que no dia anterior), que foram combatidos por 1.532 bombeiros.
Na última semana, entre 20 e 27 de Maio, os bombeiros portugueses combateram 622 incêndios florestais.
Contudo, este ano, os incêndios florestais, agrícolas e em terrenos incultos e a área ardida desde o início do ano são "cerca de cinco vezes inferiores", relativamente ao mesmo período de 2005, revelou esta semana a Protecção Civil.
Entre 01 de Janeiro e terça-feira passada, registaram-se 3.314 ocorrências de fogo, contra 10.498 em 2005, enquanto a área ardida este ano totaliza 1.585 hectares, contra 10.931,3 em 2005, referiu o comandante operacional nacional do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, Gil Martins.
Em termos comparativos, este ano registam-se menos 7.184 incêndios e menos 9.346,3 hectares de área ardida, acrescentou o responsável, que falava numa acção de formação para jornalistas sobre o sector de socorro relativamente aos fogos.
A detecção rápida e a integração de todos os meios numa única equipa são a grande aposta do dispositivo deste ano de combate aos fogos florestais, segundo o ministro da Administração Interna, António Costa.
A Fase Bravo (a segunda de quatro fases de intervenção e combate aos fogos durante o ano) começou a 15 de Maio e termina a 30 de Junho, seguindo-se uma outra, em que há mais probabilidades de ocorrência de incêndios, de 1 de Julho a 30 de Setembro.
O Instituto de Meteorologia prevê que os termómetros comecem a descer segunda-feira, juntamente com o aumento de nebulosidade, o que poderá diminuir o número de incêndios.
O IM prevê para segunda-feira céu pouco nublado em todo o país, temporariamente muito nublado durante a tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas, e pequena descida da temperatura máxima nas regiões do litoral.
A temperatura mais elevada prevista será de 36 graus, em Santarém.
Em 2005, os incêndios florestais custaram a vida a 16 pessoas e destruíram 325.226 hectares em Portugal.