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Três mulheres que apresentavam ferimentos resultantes da explosão que ocorreu hoje na fábrica Redelusa, em Pombal, foram transferidos do hospital concelhio para unidades de saúde em Coimbra e Leiria, disse o director daquela instituição.

Segundo Luís Garcia, as três mulheres apresentavam fracturas mais complexas, pelo que foram transportadas para o Centro Hospitalar de Coimbra e para o Hospital de Santo André, em Leiria. Para Coimbra, seguiram duas mulheres com fracturas no crânio e na coluna enquanto que para Leiria foi transportada uma outra vítima, com uma fractura numa perna, explicou. No total, o hospital registou a entrada de 11 sinistrados, mulheres com idades compreendidas entre os 28 e os 64 anos, a maior parte com escoriações, acrescentou Luís Garcia. No entanto, o comandante dos bombeiros de Pombal, Armando Ferreira, disse à Agência Lusa que mais três outras pessoas pediram assistência hospitalar para tratar "escoriações ligeiras". O director do hospital de Pombal salientou ainda que os danos poderiam ter sido mais graves se os feridos ficassem queimados, caso estivessem a trabalhar perto do depósito de água condensada que explodiu. "Não há registo de queimaduras mas de problemas causados porque as pessoas foram projectadas com violência", explicou. A fábrica Redelusa, localizada na zona industrial da Formiga, emprega 70 pessoas e está vocacionada para a produção de redes de pesca, mantendo lojas de distribuição autónomas em todo o país. Segundo Maria de Lurdes, administradora da empresa que fabrica redes de pesca, a explosão sucedeu num "depósito de água condensada" que "rebentou no topo", provocando uma explosão. Por seu turno, o comandante dos bombeiros de Pombal, que estão no local com uma dezena de viaturas, mostrou-se surpreendido com a "violência da explosão", que "poderia ter causado muito mais feridos". "Quem chega aqui e vê esta destruição pensa que morreu alguém", afirmou o comandante, salientando que já foram transportados 11 feridos para o hospital de Pombal, todos eles conscientes e alguns apresentando fracturas em membros. "Mas não ia ninguém em estado crítico", disse este responsável, salientando que a violência da exploração propagou uma caldeira vários metros, atingindo um armazém vizinho