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22 Maio 2003 - 11:26
Barracão cheio de pasto devorado pelo fogo

No dia dezasseis do corrente mês pelas 04h 30 da madrugada, surgiu inesperadamente um incêndio num barracão no lugar de Lagoa- freguesia de Vermoil. Um habitante vizinho teve a feliz ideia de telefonar para o (n.º 112 Bombeiros) e alertar pessoas, as quais dominaram o fogo, evitando assim maiores proporções, não conseguindo no entanto, evitar que o barracão ficasse reduzido a cinzas.
Compareceram no local 4 bombeiros e duas viaturas, que fizeram o rescaldo, mostrando satisfação pelo serviço que foi feito.
Compareceu também a G.N.R de Pombal, que tomou conta da ocorrência.
Junto ao barracão existiam 8 caixas de correio, que ficaram reduzidas a cinzas.
Deixamos aqui o alerta aos chefes responsáveis dos correios, que não devem mandar substituir estas caixas, visto os utentes ficarem apenas a cerca de 200 m de distância e com óptimo acesso de rua asfaltada, o que já existia na altura em que foram colocadas erradamente, as que agora arderam, tendo desperdiçado dinheiro superfulamente, o que não deve acontecer.
Achamos por bem, avisar os utentes para adquirirem caixas e colocá-las junto às habitações, que ficam mais bem servidos; pois alguns até já as tem. Informa-se que à mesma hora nesta freguesia, surgiram vários contentores do lixo a arder, precisamente na Ranha, Moinho da Mata, Chã, Sobral, Mata do Casal Galego e também nas Meirinhas.
Como estamos a ver a Câmara e o lixo muito envolvidos neste caso, leva-nos a pensar se será um ajuste de contas sobre o pagamento do mesmo, pela população.
É sabido por todos, que existe um grande descontentamento pela forma como tem sido cobrado este serviço da recolha do lixo, em que uns pagam uma conta exagerada no recibo da água, quando outros por não terem água da rede, não pagam qualquer importância e têm à porta mais contentores do que os outros que pagam.
Se for este o caso, solicita-se encarecidamente ao autor ou autores deste acto criminoso, que apresentem outras formas de luta mais dignas, fazendo chegar á Assembleia da Câmara o seu desagrado; pois têm esse direito e talvez os nossos autarcas corrijam o erro que cometeram há tanto tempo e que já alertei pessoalmente, tanto este como outros casos que nos parecem injustos e são do conhecimento de todos.
Eu pessoalmente, continuo a querer colaborar no sentido de se fazer algo no nosso concelho a contento de todos, o que é justo.
A frontalidade é apanágio dos grandes amigos e perdoem-me aqueles, que possam sentir-se atingidos. Já houve tempo mais que suficiente para corrigir esta anomalia; e é bom que o façam, antes que seja tarde de mais.
Estamos num país democrata desde 1974; e embora se fale muito em democracia, nota-se que não se faz tanto uso, como se apregoa; mas é desta, que nos devemos valer para defendermos os nossos interesses.
Felizmente que hoje existem normas e regras devidamente autorizadas, para contestarmos o que se verificar errado pelos governantes e só não erra, quem nada faz.
Devemos ser tolerantes e apresentar os erros dos autarcas respeitosa e delicadamente no local apropriado, que é nas reuniões da assembleia geral, para que aí sejam discutidos e corrigidos da forma mais correcta.
Aqui fica o apelo, para que não continuem a destruir os bens públicos, que são de todos nós, os quais já pagámos e temos de pagar outros para os substituir. Com este gesto criminoso que observámos agora, não se vai a lado nenhum e é contribuir para a destruição da economia nacional, em todos nós somos vitimas.
Pedimos mais uma vez, que sejam moderados e compreensivos.

Manuel A. Francisco
Vermoil