Futuro Museu Nacional dos Bombeiros
poderá nascer em Pombal
O futuro Museu Nacional dos Bombeiros
deverá ficar instalado em Pombal. A câmara municipal já disponibilizou o terreno
para a construção da infra-estrutura, estando o processo em fase de negociação
com a Liga de Bombeiros Portugueses
Só falta mesmo a formalização do
acordo para que a construção do futuro museu nasça em Pombal. Entre os contactos
que têm sido feitos, «até ao momento, o mais frutuoso tem sido com a Câmara
Municipal de Pombal, que mostrou interesse em afectar terreno», afirmou Duarte
Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros Portugueses. Na última reunião de
câmara, o executivo aprovou a cedência de um terreno na Quinta da Formiga, na
confluência do IC2 com o Rio Arunca. Dado o interesse manifestado pela
autarquia, Duarte Caldeira diz que a cidade de Pombal «vai em vantagem
relativamente a outros municípios». Inicialmente, a Liga de Bombeiros
Portugueses tinha mais três cidades na mira: Sintra, Almada e Coimbra. Sintra,
«pelo facto de já ter a Escola Nacional de Bombeiros, instalada no terreno que é
público e que, com a cooperação da câmara podia viabilizar-se o museu», explica
Duarte Caldeira, acrescentando as razões da escolha de outras cidades. «Almada,
por o município ter mostrado disponibilidade para um espaço museológico, que não
um museu nacional». Quanto a Pombal, a razão prende-se com a sua
centralidade, assim como Coimbra. A autarquia pombalense manifestou «de
imediato um contacto mais formal, tão somente porque o município teve
conhecimento desta intenção pelos Bombeiros Voluntários de Pombal e tomou a
iniciativa de nos contactar», revelou o presidente da Liga. A viabilização
do projecto está ainda dependente de uma parceria com o Ministério da Cultura e
da sua integração na Rede Nacional de Museus. Duarte Caldeira não define ainda a
participação de cada um dos três parceiros (Governo, Liga e autarquia), mas
adianta que o Ministério da Cultura poderá comparticipar através de verbas,
«podendo-se também explorar a possibilidade de recurso comunitário». Além de
dar o terreno, Narciso Mota deixou a possibilidade de comparticipar a obra até
30 por cento. O presidente da Câmara Municipal de Pombal considera o projecto
uma «mais valia, em termos turísticos, para a cidade». Duarte Caldeira
pretende, pelo menos, «chegar ao final de 2005 com o projecto em adiantada fase
de execução», considerando que, para isso, o processo burocrático teria de estar
concluído até ao fim deste ano. O ideal seria que a obra fosse inaugurada em
2005, «por uma razão especial», diz o responsável, revelando que nesse ano a
«Liga dos Bombeiros Portugueses completa 75 anos. Achamos que era uma forma
bonita de comemorar». Consciente das limitações económicas, o presidente da Liga
espera que, se isso não for possível, pelo menos, nesse ano, a obra já esteja em
fase de execução. O espólio para o futuro museu ainda não está inventariado,
mas segundo Duarte Caldeira existem «peças patrimoniais, viaturas, bombas
braçais e documentos que estão espalhados por todos os quartéis do País», que
muitos dos filiados da Liga já mostraram vontade de doar. Sendo o projecto
uma realidade, a fase seguinte «é a de inventariação efectiva do património
existente, que os respectivos proprietários, associações e corpos de bombeiros
tenham disponibilidade para doar». Embora a ideia de fazer um Museu Nacional
dos Bombeiros já seja antiga no seio da Liga, só em 2002, no último congresso
que reelegeu Duarte Caldeira, é que o presidente assumiu o objectivo de
concretização para este mandato.
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