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| POMBAL - Comandante dos Bombeiros despediu-se com lágrimas As lágrimas dominaram a cerimónia de aniversário dos Bombeiros Voluntários de Pombal que ontem se despediram do seu comandante. Manuel Leal, comandante dos Bombeiros Voluntários de Pombal há sete anos e “soldado da paz” há 43, despediu–se ontem dos homens que comandou durante os últimos anos. Apesar de se considerar ainda com capacidade para comandar os seus homens durante mais algum tempo, Manuel Leal seguiu o conselho da direcção da instituição e colocou o seu lugar à disposição. Recorde–se que a corporação passou por uma crise interna que acabou por precipitar a saída de Manuel Leal. As lágrimas que ontem teimaram em cair dos seus olhos impediram–no de ler o discurso de circunstância que preparou e pediu a uma bombeira para o fazer por si deixando os presentes emocionados. Os serviços do comandante foram elogiados por todos os oradores, mas principalmente pelo representante da Liga dos Bombeiros Portugueses que pediu à mulher de Manuel Leal para lhe entregar o crachá de ouro atribuído pela instituição. O segundo comandante, Francisco Ferreira, assumirá, interinamente, no dia 1 de Junho o comandado do corpo activo. A direcção acredita que até ao final do ano será escolhido o futuro comandante. Mas este não foi o único tema que centrou as atenções dos presentes. O apoio do Estado foi duramente criticado por José Manuel Carrilho, presidente da direcção, e por José Torres, vice–presidente da Liga. Ambos realçaram a falta de apoio do Serviço Nacional de Bombeiros. O representante da Liga foi mais longe e contestou a falta de organização do serviço que prejudica as comunicações entre os serviços de protecção civil. Depois, fez algumas contas para provar que afinal, o número de militares que irá colaborar na prevenção dos incêndios não é o que os representantes do Estado anunciaram e pede mais colaboração do exército. A defesa do Governo foi assumida por José Leitão, governador civil, que admitiu, também ele defender mais apoios. “Temos a obrigação de saber como estão a ser investidos os milhões que são gastos pelas corporações de todo o país”, alertou. Depois lembrou que no distrito, o Governo Civil tem apoiado de forma extraordinária todas as corporações e, recordou que foi dos primeiros distritos no país a pedir a colaboração do exército na prevenção dos incêndios. Um cenário que irá repetir–se este ano na mata nacional e que José Leitão vai procurar que se estenda a todo o distrito. |