Explosão em fábrica faz 14 feridos
Mais de
uma dezena de trabalhadoras de uma fábrica de redes de pesca ficaram ontem
feridas devido à explosão de um depósito de água. Aconteceu ontem, ao final da
manhã, em Pombal
A explosão de um depósito de água ocorrida ontem numa
fábrica de redes de pesca de Pombal, provocou 14 feridos, dois deles em estado
grave. A explosão ocorreu pelas 12h30, na fábrica ‘Redelusa’, localizada na
zona industrial da Formiga, altura em que 20 das cerca de 80 trabalhadoras da
empresa se encontravam no andar de cima daquela unidade a almoçar. Segundo
Maria de Lurdes Correia, uma das responsáveis pela fábrica, a explosão ocorreu
num «depósito de água condensada» que «rebentou no topo». A fábrica ficou
totalmente destruída, mas a explosão acabou por projectar o depósito de água em
direcção a um outro armazém, que ficou parcialmente demolido. O número de
vítimas registado poderia ter ascendido às várias dezenas se todas as
trabalhadoras estivessem a almoçar na fábrica. «Fomos felizes por uma
explosão destas não causar mais vítimas», constatou o segundo comandante da
corporação, José Costa. Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de
Pombal, Narciso Mota, referiu tratar-se de uma «avaria pontual dos equipamentos
de controle e pressão da temperatura». Nesse sentido, Narciso Mota pretende
averiguar as causas da explosão, tratar e recuperar a empresa, procurando
«sensibilizar a administração daquela unidade a manter os postos de trabalho».
No local da explosão esteve também o governador civil de Leiria, José Miguel
Medeiros, que realçou a pronta intervenção dos bombeiros e protecção civil,
adiantando que «nada leva a dizer que haja problemas de inspecção». Para o
local, foram mobilizados 45 bombeiros, 13 viaturas, nove ambulâncias de Soure,
Condeixa, Leiria e Ansião, um helicóptero e três viaturas médicas de emergência
e reanimação. Cerca de duas horas mais tarde, os bombeiros iniciavam os
trabalhos de remoção dos escombros.
“Grande explosão”
Alice Gomes
tinha terminado o almoço por volta das 12h30 e estava a descer as escadas que
ligam o refeitório ao local de trabalho, quando ouviu uma «grande explosão» e
viu os pés a encherem-se de «caliço e água». «Não sabia de onde vinha o
barulho nem o que estava a acontecer», contou aquela trabalhadora, que conta já
com cinco anos de casa.
Maioria teve alta algumas horas depois da
explosão Feridos transferidos para Leiria e Coimbra
Das 11 mulheres
que ontem deram entrada no Hospital de Pombal após a explosão, uma recebeu
tratamento no Hospital de Santo André, em Leiria, apresentando uma fractura num
dos membros inferiores, e três foram transferidas para o Hospital dos Covões, em
Coimbra, para serem submetidas a «exames mais aprofundados, para uma avaliação
mais especializada», explicou Garcia, director do Hospital de Pombal. Ontem
à tarde, encontravam-se ainda em observação no Hospital de Pombal três outras
mulheres, uma das quais terá acabado por ser transferida para Coimbra para a
realização de um TAC. Apesar da violenta explosão, as sinistradas - todas com
idades compreendidas entre os 28 e os 64 anos - não sofreram queimaduras, mas
sim «contusões e ferimentos abertos resultantes do impacto da explosão»,
explicou ainda Luís Garcia. «Julgamos que, apesar das doentes que foram
transferidas sob reserva, o prognóstico parece-nos bom», concluiu o
responsável. As restantes sinistradas tiveram alta algumas horas depois de
terem dado entrada no Hospital de Pombal.
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