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33 fogos activos
Num dia em que as temperaturas subiram até perto dos
40 graus, e a maior parte de Portugal Continental esteve em alerta máximo quanto
ao risco de incêndios, o último balanço parece confirmar os receios: há 33 focos
de incêndio em onze distritos
O balanço é das sete e meia da tarde e não augura nada
de bom: trinta e três incêndios estavam por circunscrever em 11 distritos do
país, segundo o Serviço de Bombeiros e Protecção Civil, e em Aveiro, Leiria,
Viseu e Vila Real tinham sido accionados os planos distritais de
emergência.
Os fogos lavravam nos distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Vila Real e Viseu e estavam a ser combatidos por um total de 2 709 bombeiros, apoiados por 791 veículos e 21 aeronaves. Apenas em Tomba Burros, concelho de Mesão Frio, distrito de Vila Real, as chamas foram dominadas pelos bombeiros. Aveiro, Leiria, Porto e Viseu, com cinco incêndios cada, são os distritos com mais fogos, estando o maior número de bombeiros mobilizado para Valongo, no concelho de Leiria (Viseu), onde combatem as chamas 151 homens apoiados por 46 viaturas. Seguem-se Penedo, também em Leiria, para onde foram deslocados 135 bombeiros e 35 veículos, e Janarde, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro, onde lutam contra as chamas 127 homens com 39 viaturas. De acordo com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, citado pela Lusa, foram já retiradas algumas pessoas das localidades de Colmeias, Caranguejeira e Leão, no distrito de Leiria. De assinalar ainda que, no distrito de Viseu, ardeu uma habitação em Pereiro e outra em Castro d´Aire, o mesmo sucedendo a duas casas em Arouca e duas fábricas em Travesso, no distrito de Aveiro. Ao fim da tarde, a A1 estava cortada nos dois sentidos entre Pombal e Condeixa e a A14, que liga Coimbra à Figueira da Foz, está cortada entre o nó de Treixomil e os nós de Anfa. Portugal, terra ardida As elevadas temperaturas previstas, a rondar os 40 graus em quase todo o território de Portugal Continental, ameaçam complicar o cenário, num altura em que é conhecido o mais recente relatório da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), que indica que se registaram 20.061 focos de incêndio desde o início do ano, 7.070 dos quais no mês de Julho. Mais de 52 mil hectares de floresta arderam em Portugal Continental só no último mês, o pior desde o início do ano, elevando para 68.290 hectares a área destruída pelos incêndios nos primeiros sete meses de 2005. Relativamente a igual período do ano passado, a área ardida em 2005 diminui, visto que em 2004 a DGRF tinha registado 105.161 hectares de área ardida no final de Julho. |