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| Um incêndio violento que lavra em Charneca, Pombal, obrigou ao corte da
Auto-estrada do Norte (A1) nos dois sentidos desde as 15h30. E o incêndio que
lavrava ao início da tarde em Seia, Guarda, já se propagou ao concelho vizinho
de Oliveira do Hospital, Coimbra, e ameaça agora habitações,
Um incêndio violento que lavra em Charneca, Pombal,
obrigou ao corte da Auto-estrada do Norte (A1) nos dois sentidos desde as 15h30,
disse fonte da Brigada de Trânsito (BT)
O fogo em Charneca, freguesia em Redinha, lavra desde cerca das 14:00 e, segundo o comandante dos bombeiros de Pombal, Armando Ferreira, «não existem meios em condições para controlar as chamas». «A parte norte do distrito de Leiria está muito difícil e os recursos humanos estão esgotados», justificou o comandante dos bombeiros de Pombal, salientando que o fogo lavra «com muita intensidade perto da auto-estrada» pelo que as autoridades decidiram encaminhar os veículos por vias secundárias. A principal via alternativa entre Condeixa-a-Nova e Pombal encontra-se condicionada e deverá ser cortada caso o fogo continue a lavrar com a mesma violência, disse fonte da GNR de Pombal. Entretanto, o incêndio que lavrava ao início da tarde em Seia, Guarda, já se propagou ao concelho vizinho de Oliveira do Hospital, Coimbra, e ameaça agora habitações, estando a ser mobilizados mais meios para o local, anunciou fonte das operações de socorro. Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, o fogo ameaça já habitações e o combate está a ser dificultado pelo vento forte e pela vegetação abundante da zona afectada. O CDOS está a mobilizar mais meios para o local do incêndio, onde às 14h15 já se encontravam cerca de 250 bombeiros, apoiados por dez meios aéreos, com o apoio de militares. Apesar da intensidade das chamas, fonte dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital disse à Lusa esperar que o forte dispositivo de meios no terreno consiga dominá-las nas próximas horas. No concelho de Oliveira do Hospital, o fogo devastava zonas povoadas de mato e pinheiro novo na «parte de cima» de Chão Sobral, explicou. Seis fogos activos Seis incêndios estavam às 12h30 de quarta-feira por circunscrever nos distritos de Braga, Viseu, Guarda e Faro encontrando-se mobilizados 1.397 bombeiros em acções de combate, prevenção, vigilância e rescaldo, segundo a Protecção Civil. Além dos incêndios não circunscritos o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) destaca, no último ponto de situação, dois incêndios circunscritos e quatro em rescaldo. Quanto aos não circunscritos, em Rio Douro, no distrito de Braga, no concelho de Cabeceiras de Basto, encontravam-se 29 bombeiros e sete viaturas, em Azinhal dos Mouros, distrito de Faro, concelho de Loulé, estavam 19 bombeiros, três veículos e um meio aéreo. No distrito da Guarda, concelho de Seia, na localidade de Coice de Eira, 255 bombeiros, 66 veículos e 10 meios aéreos tentavam combater as chamas, naquele que é o incêndio não circunscrito com mais meios no terreno. No distrito de Viseu lavravam três incêndios não circunscritos, de acordo com o SNBPC. Em Vila Seca, concelho de Castro Daire estavam 25 bombeiros, cinco veículos e um meio aéreo, em Linhar da Pala, concelho de Mortágua, estavam 180 bombeiros, 46 veículos e quatro meios aéreos e em Samodões, concelho de Lamego, encontravam-se 22 bombeiros e cinco veículos. Os incêndios circunscritos localizavam-se nos concelhos de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, e em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria. Os fogos em rescaldo situavam-se em Odemira, distrito de Beja, Fafe, distrito de Braga, Mirandela, distrito de Bragança, Loulé, distrito de Faro e Alvaiázere, distrito de Leiria. Às 12h30 estavam mobilizados em acções de combate, prevenção, vigilância e rescaldo um total de 1.397 bombeiros, apoiados por 368 veículos e 16 meios aéreos. |