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| O rebentamento de um depósito de água condensada na
Redelusa, uma fábrica de redes de pesca na Zona Industrial da Formiga, em
Pombal, provocou 14 feridos. Três deles foram transportados para o Centro
Hospitalar de Coimbra para "estudos mais aprofundados", mas sem risco de vida,
disse Luís Garcia, director do Hospital de Pombal. "Estes doentes apresentavam traumatismos cranianos ou torácicos e tiveram de ser transferidos devido à falta de condições do hospital para os tratar", explicou o responsável. Os restantes apresentavam politraumatismos ligeiros e durante a tarde tiveram alta. O Hospital de Leiria recebeu três doentes. Uma delas apresentava escoriações e teve alta ao início da tarde. Segundo o director do Serviço de Urgência Geral, uma outra mulher encontrava-se em observação, queixando-se de dores musculares, mas "poderá ter alta ainda hoje (ontem)", disse Miguel Coelho. A terceira vítima tinha uma fractura num membro inferior e seria operada durante a tarde, explicou o médico, adiantando que "ninguém corre risco de vida". A explosão ocorreu por volta das 12.30 horas, numa ocasião em que a grande maioria das funcionárias, mulheres entre os 28 e 64 anos, se encontrava a almoçar no refeitório, localizado no segundo piso da fábrica. O andar cedeu, bem como parte do tecto. O depósito foi projectado a cerca de 10 metros, entrando numa outra empresa situada do outro lado da rua. "Não sabemos ainda o que aconteceu", explica Maria de Lurdes, uma das responsáveis pela Redelusa, adiantando que estava na fábrica quando ouviu uma forte explosão. "Ocorreu-me que poderia ser a caldeira e, se fosse, tudo tinha sido bem pior", avançou a empresária, revelando desconhecer o que poderá estar na origem da explosão, dado que "a empresa tem gente capaz de fazer vistorias a estes depósitos". A Redelusa foi criada há 15 anos e mais de 80% do que produz é exportado. Tem actualmente cerca de 80 funcionários. Alice Gomes trabalha ali há cinco anos. Estava a descer a escadas do refeitório quando ouviu a explosão. "De repente comecei a ver cair o caliço e água aos meus pés e não percebi logo o que se passava", contou ao JN. "É um acidente grave, mas poderia ter sido uma tragédia". A afirmação é do presidente da Câmara, Narciso Mota, que conversou com um responsável pela Redelusa. Revela ter "sensibilizado" o empresário "para que mantenha os postos de trabalho". "Felizmente não morreu ninguém, os feridos estão a ser tratados e o importante agora é saber como isto aconteceu e voltar a pôr a fábrica a trabalhar", frisou o autarca, garantindo que "a empresa estava licenciada e a trabalhar bem". O sobreaquecimento não detectado, devido a avaria dos indicadores da central de pressão e temperatura, é para já uma hipótese para explicar o rebentamento do depósito. *Com Helena Simão |
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